Pesquisa do Expresso Feminino

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29 de maio de 2016

Amor conjugal


Por Flávia Pantoja Strafacci


        O amor pode ter várias faces, ele se apresenta de várias formas, níveis, intensidade. Podemos amar várias pessoas de forma diferente. Mas, quando se trata de uma relação a dois é necessário mais que simplesmente amar para que esse sentimento perdure.

       Durante a vida procuramos entender esse danado de sentimento para que consigamos, enfim, achar nossa ‘cara metade’... e vamos tropeçando por esse louco e estranho sentimento que se molda, que não para quieto mesmo quando amamos mesmo a pessoa.

       Mas sentimentos são assim: eles se transformam e amadurecem junto conosco e variam de acordo com as experiências, acertos e erros cometidos. Fora os sentimentos que simplesmente confundimos com o danado do amor.

       A danada da paixão é líder em nos despistar do amor. Com idas e vindas da vida, também podemos nos deparar com o sentimento de gratidão que cresce...e se transforma em amor. E o sentimento lindo entre dois amigos e confidentes que se torna enorme e vira amor?

      Arrisco dizer que qualquer sentimento pode se transformar em amor...e não posso jamais afirmar com precisão (e quem consegue obter precisão sobre um sentimento?) que qualquer um deles, ao se transformar em amor, não possa sobreviver para sempre.

      Mas creio que amor que dura tem que ter um pouco de vivacidade, que poderia ser chamado de atração...como se manter numa relação conjugal sem desejo?

     É bom haver certa ternura e companheirismo para que dure, se houver certa parceria haverá mais facilidade de compreensão e poderão sobreviver às dores e vendavais que a vida traz e os afeta.

      Interesse no outro – admiração. Se esse interesse permanece intacto a relação pode ser reacendida enquanto necessitar.

      Respeito mútuo. Sem respeito qualquer relação, seja conjugal, seja fraternal, seja o que for, morre aos poucos, sobrando apenas mágoa.

      Conhecer e confiar. Confiança traz paz, tranquilidade. Quando temos a certeza de que somos amados somos envolvidos por um sentimento maior, damos o melhor de nós. As pessoas pulam muitas fases da relação nos dias de hoje esquecendo a importância de se conhecer de verdade quem está ao seu lado. Conhecer o outro é saber de sua história de vida, entende-lo, conhecer suas fraquezas e seu lado forte. Conhecendo o outro te permite confiar.

      Puxa! Como saber se tenho alguém assim em minha vida? Da próxima vez que seu coração se interessar por alguém, use a cabeça e analise: você admira essa pessoa? Ela te faz bem? Consegue ser você mesmo ao lado dela sem grande esforço? Além daquele friozinho inicial de toda relação, sente carisma, vontade de passar muito tempo com a pessoa, seja em silêncio, seja conversando por horas...tantos faz? Você respeita, aceita, enxerga e até admira essa pessoa como ela é SEM querer muda-la? Conhece bem quem está ao seu lado? E o mais importante: isso tudo é recíproco? Então corre!!! Não perde tempo!!!

18 de maio de 2016

Paixão


Por Flávia Pantoja Strafacci

          A melhor definição que já li sobre a paixão é “que seja mortal posto que é chama, mas que seja infinito enquanto dure”.

         É exatamente isso: algo intenso que nos toma, nos deixa inebriados, meio sem juízo, meio sem noção. Fazemos coisas inesperadas, podemos ser o melhor e o pior de nós mesmos. Não é à toa que dizem que nos cega e nos levam a cometer loucuras... uma paixão avassaladora é como um vício difícil de largar, queremos mais mesmo que não nos faça bem.

       Fica difícil de se recompor quando ela nos é tomada ou quando se acaba por parte do outro, já que a paixão anda lado a lado com o ego ferido, muitas vezes frustrados pelas circunstâncias. Muitos nunca a superam se maltratando eternamente, alimentando o sentimento de perda, de derrota, quase como um masoquismo por parte de nossa cabeça tomada por um veneno que cega.

      Se apaixonar é muito bom, enquanto você obtém controle da situação e dá o melhor de si e recebe em troca. Uma grande paixão pode ser melhor ainda, porém nos devasta como um grande tufão, levando nossa esperança pelo amor, leva o ego embora permitindo que façamos coisas que jamais faríamos.

       Paixão nada tem a ver com o amor verdadeiro. O amor constrói, cria raízes, nos conforta, permite que vejamos com clareza e temos a oportunidade de construir algo sólido sobre essa relação. O amor, quando baseado nas coisas certas, com os itens certos, pode durar par sempre.

        A paixão é como um tornado, um maremoto, o êxtase trazido por uma droga...vem, mexe com você, te faz achar que não pode viver sem aquela pessoa e simplesmente some, deixando rastros por toda parte.

       Mas vale a pena. Quando vivenciamos uma grande paixão e conseguimos superá-la, reconstruir o ego e reconhecer que não, não vamos morrer sem aquela pessoa, estamos livres e prontos para o verdadeiro amor.

20 de outubro de 2010

Como saber o que sinto por ele?

por Flávia Pantoja Strafacci


Se achar a pessoa ideal fosse como fazer um bolo, não chegaríamos aos 30 solteiras, nem nos separaríamos quando casamos aos 20. Mas há sim coisas óbvias (quando podemos avaliar de fora da situação, é claro) a se analisar quando se trata de sentimento.
Se você adora a companhia dele, ele é um fofo, você sente um carinho e respeito enormes por ele, aceita seus defeitos, vocês se dão super bem, se adoram, mas você consegue ficar a semana sem vê-lo tranquilamente (sem sentir muita saudade) – ele é seu amigo! Provavelmente se você já tiver preparando seu enxoval, você vai acabar enrolando para casar com ele e, mesmo que chegue a se casar, esse relacionamento, infelizmente, tem hora marcada para terminar. Na primeira paixonite aguda que você sentir ele irá para o beleléu, você terá que fazer um esforço muito grande para não traí-lo.
Parece que sua respiração não dá mais conta de suas necessidades, suas pernas ficam bambas, você fala coisas imbecis, sorri feito uma hiena louca e se arrepende de quase todas as suas atitudes perante ele. Você acha que não existe ninguém mais maravilhoso que ele, sente certa insegurança quando está longe dele, não vê a hora de estarem juntos, mesmo que só tenha se passado meia hora que vocês se viram – ele é uma paixão daquelas (talvez você não consiga nunca mais sentir uma paixão nessas proporções). Mas cuidado! Não se case no auge deste sentimento, pois toda paixão tem começo, meio e fim. E, no final de muitas delas, tomamos abuso da pessoa, pois do nada descobrimos quem ela realmente é. Não que sejam más pessoas, mas estávamos totalmente cegas perante ela.
Se você sente carinho, admiração, respeito, aceita seus defeitos e o acha um fofo (uns 2/3 do primeiro), mas também sente seu coração mais aquecido quando está com ele, sente falta quando não o vê (pelo menos 1/3 do segundo) – segure esse homem, se puder! Rsrrss... Ele pode ser o homem de sua vida! Você o ama e, provavelmente, vocês são compatíveis. Se esse sentimento for recíproco, provavelmente vocês ficarão juntos naturalmente. É o sentimento mais completo e difícil de encontrar, mas geralmente ele vem quando estamos mais maduras, quando sabemos decifrar as variadas espécies de sentimentos e não permitimos que as marcas das paixões avassaladoras nos impeçam de sermos felizes.
Não existe esse lance de pessoa certa na hora errada ou pessoa errada na hora certa. Pessoa errada sempre será errada e a pessoa que parece certa, porém na hora errada, no fundo é pessoa errada, mesmo que seja uma pessoa boa; ela é errada para você. Outra regra básica: o errado não se transforma em certo. Ele será sempre errado, apenas você se engana por mais ou menos tempo. Não que seja impossível a mudança de alguém, o impossível é alguém mudar porque você quer. Essa lenda de mudar um homem só existe em mulheres cegamente apaixonadas.
Mas, como costumo dizer, enquanto o certo não chega, aproveite os errados.

7 de junho de 2010

Por que o amor morre na praia?

por Flávia Pantoja Strafacci

Lembrei de um texto que li há muitos anos e adoro! Acho que combina com essa data que se aproxima – o dia dos namorados; é uma dica muito legal de como manter o amor vivo dentro da gente e no parceiro.

“São tantos relacionamentos que começam, paixões que prometem durar toda a vida, mas depois de algum tempo, é fácil ver o amor morrendo na praia.

Tem gente que já na segunda saída se desencanta, outras pessoas mantém a chama acesa por alguns poucos dias ou meses.

Quem consegue um relacionamento de anos pode se considerar bem sucedido. Já o antigo felizes para sempre é uma raridade, quase uma relíquia. O que está acontecendo? O que leva as pessoas hoje a ficarem cada vez menos tempo juntas?

Antes de mais nada podemos dizer que vivemos uma enorme auto-afirmação do indivíduo. Foram tantos anos obedecendo regras, fazendo o que devia ser feito, andando em cima dos trilhos do certo e do errado, que agora uma grande parte das pessoas se rebelou e está completamente incomodada em dividir a liberdade com o compromisso de caminhar junto de alguém.

Por outro lado, a ideologia do prazer e do conforto tomou conta de nossas vidas de tal forma que não suportamos a idéia da dor. O problema é que para se relacionar com alguém você precisa abrir mão do que é imediato para entender a relação como uma possibilidade de crescimento.

O amor não é confortável. Na filosofia do tudo fácil e descartável, não cabe o trabalho que uma relação dá. Para estar com alguém você precisa entender o ponto de vista alheio, precisa abrir o coração, se colocar na pele do outro.

Também não é possível amar se você não tem uma comunicação bem transparente e corajosa. Se você é covarde e economiza as suas palavras, se você não expressa o que sente e pensa, fica muito difícil manter um relacionamento vivo. A tendência é não falar, é não manifestar o que está mal resolvido como ressentimentos, raivas. Assim a relação esfria, perde a vitalidade, fica superficial.

A falta de generosidade também é um grande problema. Na convivência, os casais esquecem de manifestar o seu amor, pensam que não é necessário dizer palavras doces, presentear o outro com o romantismo que caracterizava o começo da relação. Feito uma plantinha que precisa de água para sobreviver, a relação também pede como alimento o carinho. Sem ele, nada feito.

Por que o amor morre na praia? Ele morre pela falta de cuidado, morre pela falta de consciência. Se você pensa que o amor acontece por si, está enganado. O amor é forte e frágil ao mesmo tempo. Ele brilha e irradia sua luz quando os amantes estão vivos, criativos e aptos para a relação, caso contrário, ele não tem condições de sobreviver” (SAVIAN, Sergio. Grifo meu).

28 de maio de 2010

Homem e serviços domésticos: como fazê-lo dividir as responsabilidades?

por Flávia Pantoja Strafacci

É a reclamação mais constante que recebo sobre os maridos: eles não participam das tarefas domésticas. Para as mulheres é muito óbvio que o que está sujo precisa ser limpo, o que está amassado precisa passar, enfim, elas acham que eles não fazem por preguiça e não valorizam seu esforço.
Acabam sobrecarregadas, cansadas, estressadas e passam a reclamar, ou seja, viram chatas! ‘Não faça isso, faça aquilo!’ Quer coisa mais chata do que ter uma pessoa nos pentelhando depois de um dia duro dizendo o que devemos ou não fazer?
Mas realmente muitos homens só percebem que precisa ser feito quando não tem mais jeito. Daí eles fazem e pronto. E não reparam, por incrível que pareça, que os seus esforços a estão matando. Não porque eles não apreciem seus esforços ou a casa cuidada e limpinha, na cabeça deles você está para lá e pra cá porque quer. Poderia deixar para depois.
Muitos apenas nunca tiveram a chance de ter responsabilidades e tiveram mães que não os ensinaram nem a lavar um prato, alguns são preguiçosos mesmo, outros simplesmente não se importam se a casa está limpa ou arrumada, apenas acham que isso é neura de mulher.
Quando se trata de casos em que seu parceiro ajuda, mas não faz como você gostaria, ou seja, a louça fica mal lavada, a casa não fica aquele ‘brinco’, lembre-se de que ele está se esforçando e que não é nenhum pouco legal você ficar criticando, isso só desestimula a pessoa. Relaxe! Faça uma vista grossa no que for possível, caso contrário, espere que ele não esteja vendo para refazer (no caso de ficar muito ruim e você for receber alguém em casa, por exemplo).
Vejo muitas mulheres fazendo isso. Imagine você limpando e uma pessoa atrás de você dizendo que você não está fazendo direito, e te pentelhando? Poxa! Dá vontade de mandar a pessoa para aquele lugar e deixar que ela se vire sozinha, certo? Então não faça isso com ele. No momento em que ele estiver fazendo, se ele tiver na boa ou após terminar, dê um chamego e diga que é o melhor marido do mundo, que a maioria nem ajuda.
Aos poucos, quando virar uma rotina ele dividir as tarefas, vai dando uns toques de leve, sem chateá-lo, de como deve ser. Diga: olha, se você usar esse produto, fica mais fácil limpar. Evite dar esses toques toda vez para não parecer que está vigiando a limpeza dele.
 Às vezes, o parceiro ajuda com tarefas domésticas, só que assume o quintal, o lixo, reparos na casa e em eletrodomésticos... a mulher tem que lembrar que serviço doméstico é tudo aquilo que envolve o ambiente em que os dois vivem...O fato dele não lavar louça ou cozinhar não significa necessariamente que ele não faça tarefas domésticas. Lavar quintal, limpar sujeira do cachorro, levar cachorro para passear, dar banho no cachorro, cuidar do jardim são tarefas domésticas e dão trabalho também. Se ele assumiu tarefas assim ele contribui sim com tarefas domésticas. Imagine se além de tudo o que você faz ainda tivesse que fazer tudo isso? 
Não tem nada mais frustrante para uma relação quando pequenos estresses se tornam grandes problemas. Não deixe esse problema se acumular! Não se torne aquela esposa chata! É péssimo ser vista assim! Converse muito com ele, eu disse conversar, não encher os ouvidos dele com ladainhas e reclamações.
Quando queremos que um homem compreenda o que sentimos e o que almejamos, é fundamental pensar bem antes de conversar para conseguir focar o tema e ser objetiva. Assim, ele captará melhor o que você deseja.
Só para enfatizar, não use esse tempo para desabafar! Se precisar, ligue para uma amiga e encha os ouvidos dela com reclamações, depois, mais leve, se concentre, pense no que quer dizer, crie um momento de vocês e só então converse com ele.
Não diga que precisa de ajuda. Diga que uma família só funciona quando responsabilidades são divididas. E você sente que há muita carga em seus ombros, isso a deixa cansada, estressada e que você não quer que isso afete relação dos dois. Se ele estiver disposto a rever suas funções dentro de casa, tudo poderá ser melhor, pois além de dividir as atividades com você, vocês terão mais tempo juntos, sem estresse.
E, você? Conseguiu fazer com que seu parceiro divida as tarefas domésticas com você?

Respeito é bom e conserva o relacionamento
Tempo x cuidados pessoais
Insegurança

14 de abril de 2010

Relacionamento à distância

por Flávia Pantoja Strafacci

Quem nunca teve uma ‘amor de verão’? Estava viajando de férias, conheceu aquele carinha perfeito, vocês parecem combinar em praticamente tudo e voltou apaixonada? Você não é a única a passar por isso. Muitas mulheres se apaixonaram loucamente por alguém que mora há quilômetros de distância.
O grande dilema nesse caso é: conseguirei manter um relacionamento à distância? Como tentar mantê-lo? Bom, verdade seja dita: não é nada fácil manter um relacionamento à distância. Em alguns casos raríssimos, pode até durar por um tempo. Mas há privações e tem que se ter muita paciência e saber relevar muitas coisas. Para encarar essa, você precisará:
1- Condições financeiras e tempo para viajar - é necessário que ambos tenham condições e disponibilidade de se visitarem com certa frequência. Se vocês são duros de grana ou não conseguem folgar do trabalho, esqueça! Impossível manter um relacionamento que não se pode se tocar, sentir o cheiro, beijar... Ficar só de sorrisinhos e mensagens pela internet é ilusão.
2- Maturidade – os dois têm que saber levar a relação com mais liberdades do que um namoro convencional, pois como não se pode estar junto, há necessidade que os dois possam manter o meio social normalmente, não dá para deixar de sair e ficar apenas conectado na internet.
3- Consciência de possível ilusão - se foi uma situação de ‘amor de verão’, lembre-se de que só conhecemos realmente as pessoas no convívio diário, quando estamos cansados, com responsabilidades no trabalho, na faculdade... é namorando convencionalmente que a máscara cai. Então esteja preparada para possíveis surpresas se tiver oportunidade de conviver com ele mais de perto por mais tempo, pode ser que descubra manias e defeitos que você jamais imaginou e a sensação de que ele era perfeitinho pode ir por água abaixo. Se você não conseguir sequer essa pequena convivência, pode demorar muito para conhecê-lo realmente.
4- Estar segura de si – não adianta tentar namorar à distância se não estiver preparada para certas liberdades como ele sair sozinho ou ver amigas que você nem conhece. Se você for muito ciumenta, nem tente namorar à distância... será só sofrimento para você. Esteja segura de que ele está ‘afim’ de você. Para isso, é bom ficar atenta a detalhes fáceis de perceber. Se ele demonstra o mesmo interesse que no início é um bom sinal... tipo: mandar mensagens, conversar no MSN, ligar, te procurar com a mesma frequência. Se algo mudar, se prepare, pois pode ser que ele esteja se cansando da situação ou pode estar se interessando por outra pessoa. Daí não adianta cobrá-lo por isso, estamos sujeitas a esse tipo de coisa em qualquer relacionamento, imagine num à distância! Se acontecer dele mudar, apenas tente conversar para ter certeza de que é isso, mas vá se preparando para o fim.
5- Não se prenda totalmente à situação – não estou falando para você se comportar como solteira. Mas não deixe de sair, de se divertir, de ver seus amigos, não mude sua vida por causa de um namoro à distância. Se vocês não podem estar juntos, tem que ser algo mais solto, caso contrário, sentirá que ‘perdeu seu tempo’. E como foi dito acima, num relacionamento à distância vocês estão mais sujeitos ao término do que num relacionamento comum, manter sua rotina social fará com que se sinta mais amparada caso o relacionamento acabe.
Muitas vezes namoro à distância não passa de uma lição a ser vivida uma ou duas vezes na vida para aprendermos que não dá certo. Mas se aquele ‘gatinho’ vale a pena, porque não tentar? No que diz respeito ao que se sente e aos relacionamentos não há regras. Se é isso que você quer, tente! Afinal, viver uma paixão é bom demais! São pouquíssimos casos que dão certo, mas existem; a maioria deles foram namoros conturbados, com muitos aprendizados, mas acabaram juntos; para eles o namoro à distância foi uma fase do relacionamento até conseguirem estar juntos. Boa sorte!

“Que não seja imortal, posto que é chama; mas que seja infinito enquanto dure” (Morais, Vinícius de. Soneto da Fidelidade).

Também já se apaixonou por alguém que está longe? Já namorou à distância? Dê sua opinião para as leitoras de plantão que estão passando por isso!
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26 de fevereiro de 2010

Um companheiro para se sentir completa

por Flávia Pantoja Strafacci

Já escrevi sobre um erro muito comum, talvez o pior que uma mulher pode cometer - o erro de gostar mais dele do que de si. Hoje vou falar sobre outro erro, também muito comum, que pode nos fazer sentir sozinhas por toda nossa vida ou pelo menos por muito tempo dela: achar que precisa de alguém como complemento.
Não caia nessa! Sabe o vazio que você sente dentro de si? Ele faz parte da maioria (só para não generalizar) de todos os seres humanos. Achava que o problema era com você? Pois não é! Todos sentem isso, pelo menos uma vez na vida.
Sensação de que algo falta, uma sensação de vazio tão grande que consome e te faz suspirar um suspiro ruim... de falta de esperança. Acabamos muitas vezes associando esta sensação com a necessidade de ter alguém, sabe aquele pezinho de meia ao seu lado?
Claro que uma nova paixão nos faz muito bem e um grande e verdadeiro amor daqueles que é para ficar preenche e muito nossas vidas e coração. Mas não se engane: quando a fase mais picante da paquera passar, você poderá voltar a sentir o mesmo vazio.
Esse vazio que todos sentimos é um espaço para realizações. Se o ser humano existisse para se acomodar com o que já conquistou na vida, a vida não teria sentido e nossa existência seria muito chata.
É isso o que ocorre quando você está no momento ideal para buscar novas aventuras, novos aprendizados e concretizações, enfim, está na hora de se mexer! Por incrível que pareça, muita gente deixa o amor morrer na praia por não saber reconhecer esse sentimento. E outros ainda plantam seus pés onde pararam e praticamente deixam de viver!
A maior prova do que estou falando está na comparação entre os idosos ativos e os sedentários. Os que ainda buscam aprender alguma coisa ou têm algum hobby além de viver mais, possuem melhor qualidade de vida.
Isso significa que não podemos parar. Nossa mente e corpo precisam se movimentar. O ser humano é sedento por buscas e realizações. É esse sentimento de vazio que sentimos que faz os mais atentos irem atrás de novos objetivos.
Não coloque no relacionamento amoroso a bagagem de ter que suprir esse vazio, pois se pensar assim, seus relacionamentos poderão ir para o brejo. Faça sim algo por você para preencher esse vazio. Somente com essa consciência poderá ter um relacionamento saudável.
Com isso, não estou dizendo que você não possa achar uma pessoa que combine tanto com você aponto de achar que ela é a sua ‘alma gêmea’. É possível achar alguém que o amor seja tão verdadeiro e sadio que você se sinta mais feliz. Mas preste atenção que eu disse MAIS feliz e não o único motivo de sua felicidade.
Nunca... JAMAIS espere que outra pessoa a faça feliz. Antes de estar feliz ao lado de alguém você tem que buscar a sua própria felicidade. A felicidade não pode depender de nada nem de ninguém que não seja você mesma.
Ninguém nos completa, nós temos que ser autossuficientes! Assim, você poderá ser segura de si, terá alguém que dure em sua vida enquanto convier e não porque você acha que precisa dela. E por melhor que um parceiro possa ser, ele jamais terá a capacidade de fazer sua vida feliz.
No momento em que nos sentimos plenos, fica muito mais fácil achar um parceiro que dure em nossas vidas. Você estará se apegando àquela pessoa pelo que ela é e como ela a trata, não porque você precisa se preencher. 
Há quem defenda que o Ser Humano Precisa saciar 3 esferas da vida: seu físico, seu psicológico e seu espírito, de forma equilibrada. Se houver desequilíbrio em uma dessas áreas ficamos em desequilíbrio e passamos a nos sentir infelizes, incompletos. 
Equilibre sua vida! Se baste! Seja feliz!


Leia também:

12 de janeiro de 2010

Respeito é bom e conserva o relacionamento!

por Flávia Pantoja Strafacci

Além do amor, o respeito é a peça fundamental para um relacionamento durar. Não adianta vocês se gostarem se a cada discussão são ditas coisas inaceitáveis. Sabe aquele típico casal entre ‘tapas e beijos’? Só funciona na tv mesmo...
Mesmo que dure, um relacionamento sem respeito é arrastado ao longo dos anos e são colecionadas mágoas que com o tempo poderão transbordar. Refiro-me ao respeito em sua mais ampla definição; respeitar outra pessoa é dar o espaço que ela precisa, é tratá-la com decência.
Se você persegue seu (sua) parceiro (a), o (a) acusa de fazer coisas inadmissíveis, você está desrespeitando-o (a), está dizendo: eu não confio em você! E se você possui motivos para não confiar a ponto de ter que desrespeitá-lo (a), então o que faz com essa pessoa? Por que insiste em ficar com ela?
No dia-a-dia você ofende quem você ama? Qual é o seu problema? Por que age assim? Chegaram a um ponto que não conseguem resolver seus problemas e simplesmente ficam se ofendendo mutuamente? Onde isso vai parar?
Não possui o hábito de trocar ofensas com seu amor, mas quando se chateia, sai de baixo?! Sai atirando palavras sem nem pensar no que está dizendo? Claro que é normal as pessoas falarem coisas que não deviam quando estão bravas e nem devemos levar muito em conta o que é dito nesses momentos, pois são mais desabafos.
Mas tem que se ter muito cuidado para isso não virar rotina. Não é em qualquer discussão que você vai perder as estribeiras... muito menos sair usando palavras intoleráveis. Acho que o casal deve limitar certas coisas... palavrão, por exemplo, deveria ser algo proibido de se dizer quando há discussão entre namorados ou casados.
Lembre-se: ofensas com palavras também é uma forma de agressão. Se não cuidar desse problema, pode virar uma avalanche e acabar muito mal. Não tem absolutamente nada de positivo em agredir verbalmente uma pessoa que você ama.

Como controlar a raiva

  1. Respire fundo e tente se controlar antes de conversar;
  2. Pondere um pouco sobre o que vai falar para não cair no sentimentalismo a acabarem em discussão;
  3. Faça algo que a (o) distraia até o momento da conversa;
  4. Se for necessário, afaste-se por alguns minutos antes de conversar. Tente explicar a seu (sua) parceiro (a) que precisa desses minutos para se acalmar;
  5. Mesmo se passar um pouco dos limites, tente não levantar a voz e jamais use palavras chulas com seu amor;
  6. Exercite conversar ao invés de discutir, só aprenderão a conversar se tentarem várias vezes e ambos estiverem dispostos a isso.

Controlar a raiva é um aprendizado. Lembre-se antes de discutir sobre algo, que estar calma (o) e ponderar com o raciocínio aquilo que a (o) incomoda farão com que você tenha argumentos para expor sua frustração, tentando fazer seu parceiro (a) entender exatamente o que te chateou e por que você gostaria que ele (a) mudasse de atitude.
Numa discussão as pessoas mais extravasam aquilo que sentem do que resolvem seus problemas... pode reparar que muitas vezes após uma discussão o erro volta a se repetir. Então vale muito mais tentar manter a calma e esclarecer de forma adulta e controlada o que houve.
Boa sorte!