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20 de outubro de 2011

Devo fazer cirurgia plástica?


Ninguém deve fazer prejulgamentos. Quem sou eu ou sua vizinha para dizer se você deve ou não fazer plástica? Você deve ser a pessoa a julgar e decidir isso.

Apenas posso dizer que não deve ser uma atitude tomada com impulso. Nosso corpo não é como cabelo, nem unha que se cortados crescem novamente. Nem a cirurgia plástica é apenas uma intervenção como tratar uma cárie.

Penso que antes de se fazer uma intervenção cirúrgica deve-se pensar bem antes. Mesmo quando se trata de uma doença, os médicos juntamente com o paciente analisam bem as soluções viáveis antes de mandar o paciente para a ‘faca’.

Acho que o risco de vida desnecessário, principalmente quando se trata de apenas vaidade, é algo a se pensar bem. Uma cirurgia é sempre um risco, quando se trata de uma com anestesia geral, o risco aumenta e quando estamos falando de anestesia geral e agressão ao corpo como a lipoaspiração aí é que devemos pensar umas cem vezes antes de realizarmos nossos desejos de nos tornarmos uma deusa.

Bom, em primeiro lugar, a mulher nunca está e nunca ficará satisfeita por completo com sua figura no espelho. Isso é uma verdade absoluta. Não há mulher no mundo que não gostaria de ter mais cintura, menos barriga, mais altura, menos isso ou mais aquilo. Uma cirurgia não é garantia de satisfação plena.

Mas, eu disse mas (!), se algo realmente incomoda você, também não vejo todos os impedimentos do mundo não. Só acho que deve ser algo a ser feito com muita consciência:

1- Realmente você precisa mudar isso em você? Se um dia você se conforma que está bem, no outro é que tem vontade de mudar, então reveja bem.

2- Não economize quando se trata de cirurgia! É melhor gastar o dobro com aquele (a) fulano (a) bambambam do mercado do que correr o risco de ficar com o peito deformado, sem bico... (credo!) Sério, brincadeiras a parte, cirurgia não é coisa boba, tem que ser feita por quem tem formação e experiência.

3- Pesquise antes de fazer qualquer intervenção. É melhor um cirurgião que diga que você está ótima do que um que tente fazer você cirurgiar mais três lugares. Você vai atrás de um seio maior e volta com o orçamento para bumbum e barriga porque ele acha que você tem que mudar. Quem tem que achar é você não ele, esse quer ganhar mais dinheiro.

4- Faça todos os exames necessários para fazer uma intervenção cirúrgica. Se o cirurgião não pedir, estranhe. Pois qualquer pessoa que vai tomar anestesia geral precisa fazer exames para ter mais segurança de que vai correr tudo bem.

 
Como se sentir bonita?

12 de outubro de 2010

Pensamento positivo

Por Flávia Pantoja Strafacci

Em alguns momentos da vida percebemos a importância de darmos valor às pequenas coisas boas e deixarmos de lado as pequenas coisas ruins. Perdemos muito tempo precioso de nossas vidas nos lamentando, vendo o lado ruim das coisas quando basta mudar de ângulo para enxergar o outro lado da moeda. Enquanto alguns reclamam de alguma coisa, outros agradecem a Deus por ter essa mesma coisa.
Quantas vezes você já ouviu falar que pensamento negativo atrai coisa ruim? Sabe aquele dia que você já acorda de péssimo humor e tudo dá errado parecendo uma série de consequências, como um efeito dominó?
Pensamento positivo pode ser a chave para se viver melhor. Não que só por você acordar de bom humor vai mudar absolutamente tudo, que tudo dará certo, mas com certeza você se importará menos e saberá lidar da melhor forma com os acontecimentos ruins.
Ao contrário de muitos autores de livros de autoajuda, não creio que pensamento positivo por si só traz de graça as coisas à gente. Nunca, em circunstancia nenhuma, ficar sentado só rezando ou mandando energia positiva vai trazer algo. Temos que batalhar pelos acontecimentos de nossa vida.
O pensamento positivo nos auxilia a passar pelos acontecimentos. Acabamos por ver o lado mais aceitável das circunstancias. O lamento pelas adversidades da vida somente atrapalha. Pensar positivo, principalmente em situações difíceis e dolorosas, nos dá forças para que a superação seja alcançada.
Não é 'historinha para boi dormir'. Basta apenas você buscar o outro lado da moeda. Por exemplo, quando você perde o avião basta pensar que houve um motivo maior para que você não estivesse nele e logo terá a resposta sobre isso, seja porque o avião caiu ou você encontrou uma pessoa no aeroporto que devia encontrar.
E quando se trata de alguma coisa séria como uma doença não adianta nada ficar se lamentando, perguntando a Deus o porquê disso... você perderá sua energia toda e não te ajudará em nada, ao contrário, além de encarar uma doença, você acabará tendo que lidar com uma provável depressão.
Segundo o neurocientista Martin Cammarota, pesquisador do Centro de Memoria da PUC de Porto Alegre, na reportagem sobre o segredo do pensamento positivo para a revista Super Interessante ensina que os hormonios associados ao estresse têm grande influência na consolidação da memória. Ou seja, a ideia de que pensar positivo faz bem não é absurda. Afirma que "quando estamos muito estressados, o nível dos hormonios secretados é alto e influencia negativamente esse processo".
Relata ainda que o pensamento positivo funciona “mas não como a maioria das pessoas gostaria. O pensamento positivo não vai engordar sua conta bancária do dia para a noite. Nem fará carros e diamantes orbitar ao seu redor. Porém, segundo várias pesquisas, uma atitude otimista pode influenciar muito a resistência do organismo às doenças”.
Pensar positivo, principalmente em situações sérias, fortalece sua fé e dá suporte para que você encare dia após dia essa batalha. É só se lembrar da sensação de um dia de estresse e compará-la com a de um dia em que você viu um passarinho verde. Viver um dia com leveza é apenas uma questão de escolha e autocontrole.

15 de julho de 2010

Um mundo melhor para nossos filhos ou filhos melhores para nosso mundo?

por Flávia Pantoja Strafacci

Quando pensamos em ter filhos nos preocupamos com o mundo em que eles viverão. Sempre idealizamos em como poderíamos melhorá-lo, mas em algum momento da vida deixamos esses ideais de lado, pois essa meta de deixarmos o mundo melhor sempre é fracassada por gerações a fio.
Mas se pensássemos em fazer o contrário haveria uma possibilidade de dar certo: preparar melhores seres humanos para o mundo. Pessoas melhores podem fazer um mundo melhor.
Muitos pais distorceram a idéia de não serem autoritários e se tornaram permissivos em excesso. O resultado disso é que as crianças e adolescentes de hoje não têm respeito pelos próprios pais, assim, não possuem respeito por nada nem ninguém.
A obrigação de educar é dos pais, o que significa que têm que impor limite. Uma criança que cresce sem limites é uma criança sem controle, um ser humano em formação tomando decisões sem a maturidade de um adulto.
Os pais precisam entender que não se recompensa o tempo perdido com os filhos com permissividade. Nossos filhos têm que estar preparados para o mundo, isso significa que eles têm que aprender a ser respeitosos, gentis, que não se joga lixo no chão, que violência é inaceitável, que temos que respeitar a natureza, que professores são essenciais para sua educação e merecem respeito.
Crianças têm que ouvir não e serem limitadas na hora certa. Assim saberão o que é errado, impróprio e inaceitável. Filhos que aprendem cidadania tornam-se pessoas responsáveis e esclarecidas. Somente educação e conhecimento podem mudar alguma coisa.
Não podemos esquecer algo muito importante: a forma mais eficaz de se ensinar algo a seu filho é dando exemplo. Crianças podem até aprender e respeitar o que dizemos, mas elas costumam seguir exemplos.
Imaginem nossos filhos tornando-se adultos respeitosos, verdadeiros cidadãos, dignos e honestos? Visualizem pessoas assim tomando as rédeas do mundo, tornando-se líderes dos países e cidades, prontos para fazerem o que um político deveria fazer, obtendo respostas dos cidadãos que também agem como eles.
Para se resolver problemas enraizados é preciso mexer na terra, não adianta podar, molhar... tem que preparar a terra, adubar, plantar e só depois colher os frutos. Então prepare seu terreno e cultive sua plantinha pensando nisso e quem sabe poderemos vê-los crescerem num mundo melhor?

20 de maio de 2010

Mulheres: trabalho x família - É possível voltar a trabalhar após abandonar sua carreira pela família?

por Flávia Pantoja Strafacci

Mulheres engravidam e largam o trabalho para se dedicar à criação de seus filhos (além da casa, marido e de si mesma). Isso é mais comum do que se imagina. Muitas mulheres optam por essa alternativa, pois preferem viver intensamente a maternidade, além de preferir cuidar pessoalmente de seus filhos que colocá-los em mãos estranhas.
Outras, ao fazerem as contas dos gastos com creche, escolinha ou babá, se dão conta que é mais lucrativo abdicar de seu trabalho, pois estaria trabalhando apenas para pagar alguém para cuidar de seus filhos.
Algumas tantas acabam cedendo aos pedidos insistentes dos maridos que acreditam que os filhos serão mais bem cuidados por elas. Daí com toda dificuldade de manter uma vida de tripla jornada sem apoio do marido, que prefere que ela largue a profissão, a mulher acaba desistindo de seu trabalho.
Só que os filhos crescem e as vidas dessas mulheres acabam tendo certo vazio, não é para toda mulher a capacidade de viver em função exclusiva da família. O marido tem vida própria, as crianças passam a ter também. Às vezes ocorrem imprevistos... muitas mulheres, mas muitas mesmo, já me contaram a mesma história: abrem mão de si mesma pela família e acontece o pior – a família desmorona e o casamento acaba. Daí você se pergunta: e agora? E eu?
Há mulheres que somente vendo os filhos crescerem sentem necessidade de voltar a trabalhar. Outras se vêm obrigadas pelo pior ter ocorrido. Mas seja por um motivo ou outro, todas sentem a mesma coisa quando pensam em voltar ‘à ativa’: como faço para voltar? Muitas desistem somente em pensar nas dificuldades que encontrarão.
Mas muita calma nessa hora! Nada é impossível, mas também quem disse que seria fácil? Quem é capaz de ‘gerenciar’ uma família, abdicar de sonhos pessoais pelo todo, fazer serviços inimagináveis por amor, é capaz também de ir atrás do que desejar. E outra: jamais se arrependa de nada... se lamentar não ajuda! O tempo que você dedicou a seus filhos é insubstituível! Qualquer mãe gostaria de ter feito isso.
O que precisa é estar segura do que quer e preparar o terreno onde irá pisar. Claro que se você trabalhava antes de largar tudo e já tinha crescido numa empresa não pode esperar que vai continuar exatamente de onde parou. Tem que pensar que é um recomeço praticamente do zero. O mercado de trabalho exige que nos atualizemos sempre e, se você ficou parada, não conseguirá começar de cima.
Muitas mulheres preferem tentar outro tipo de trabalho, algumas começam a fazer cursos antes de procurar emprego. Essa é uma opção boa! Quando começar a pensar em voltar ao mercado de trabalho, antes de amadurecer a ideia, procure se atualizar, fazer um curso, leia sobre retorno a empregos e sobre entrevistas. Estar preparada dará mais confiança e não terá tantas surpresas desagradáveis. Indico a leitura de texto ótimo sobre como encarar essas dificuldades e entrevistas – Mulheres que deixam emprego encontram dificuldades para voltar.
Ah! Em relação a cursos, existem muitos pela internet que são bons, caso você ainda não tenha um planejamento que a permita estudar fora de casa. É só entrar na página de pesquisa do Google e colocar cursos online – aparecerão várias opções. Observe bem o programa do curso e procure na página do site do mesmo se tem opiniões de pessoas que o fizeram.
Fora a sua nova batalha, você terá que fazer um novo planejamento na sua casa. Fazer esquemas para que seus filhos aprendam a se virar sem você. Por um lado é muito saudável que os filhos não dependam tanto da mãe, tê-la em tempo integral dentro de casa pode acostumar mal as crianças que já estão crescidinhas.
Algumas mamães sentem a necessidade de ganhar um dinheirinho e seus filhos ainda não tem idade suficiente para ficarem sozinhos e é inviável deixá-los com alguém. Estas acabam tentando fazer trabalhos manuais em casa, como sabonetes, velas, bijuterias, bordados, chocolate, bolos, biscoitos. Como qualquer outro tipo de ‘ganha-pão’, estes exigem paciência e determinação. Muitas mulheres conseguem ter sucesso com esse tipo de trabalho.
Um livro muito indicado sobre isso que parece não ter ainda tradução é "The comeback: seven stories of women who went from career to family and back again", de Emma Gilbey Keller. Que ao pé da letra seria: "O retorno: sete histórias de mulheres que abandonaram a carreira pela família e voltaram". O livro conta histórias de sucesso de mulheres que retornaram ao mundo dos negócios após um tempo paradas.
Boa sorte na sua nova jornada! E se você é uma dessas valentes mulheres que encararam esse desafio, conte um pouquinho da sua história, divida suas experiências com as ‘novatas’ que estão querendo trilhar esse caminho.
 

12 de maio de 2010

Anorexia nervosa

por Flávia Pantoja Strafacci

A busca constante pela imagem idealizada, pela 'perfeição' física permite que transtornos alimentares afetem cada vez mais mulheres e grande parte da culpa é o meio de comunicação que passa a cultura de que beleza está na magreza. Mulheres todos os dias se submetem a regimes loucos na esperança de obterem uma beleza inalcançável, e parte delas acabam desenvolvendo um tipo de transtorno alimentar.
Anorexia nervosa é um transtorno alimentar que surge pelo medo de engordar, mesmo que a pessoa esteja magra. Atinge meninas cada vez mais jovens, 90% dos casos são mulheres entre 12 e 20 anos. A pessoa cria uma ‘neurose’ de estar gorda e passa a recorrer a formas loucas para perder peso.
A dificuldade para pessoas comuns diagnosticarem esta síndrome se dá por se tratar de uma doença com várias causas, não há um motivo específico e único. O que leva uma mulher a adquirir esse transtorno é a associação de fatores psicológicos, culturais, familiares e biológicos.
As pessoas com essa síndrome iniciam dietas rígidas autoimpostas para evitar alimentos calóricos, começam a fazer exercícios físicos excessivos, também podem passar a fazer jejum absoluto. Em alguns casos (anorexia nervosa do subtipo purgativo) apresentam episódios bulímicos (vômitos induzidos, uso de diurético, enemas e laxantes).
Ao se olharem no espelho não se vêem magras em excesso (distorção da imagem corporal) e, juntamente com a baixa autoestima, continuam com os rituais malucos de dietas. Elas passam a entrar numa espécie de depressão se isolando dos familiares e amigos, ficando cada vez mais irritadas, tristes e ansiosas.
Mulheres com esse transtorno têm dificuldade de admitir que estejam com problema e não aceitam ajuda. E a família muitas vezes demora a perceber que não se trata de apenas uma fase, vaidade ou uma mania de emagrecer.
O problema está no fato de que sem ingerirem alimentos necessários para nutrirem seu corpo começam os problemas de saúde como desidratação, diminuição da pressão arterial (hipotensão), anemia, redução de massa muscular, edemas nos membros inferiores, intolerância ao frio, amenorréia (parar de menstruar), osteoporose.
A gravidade da anorexia nervosa é que, se não tratada a tempo de se chegar a casos extremos, pode causar desnutrição, facilidade de adquirir infecções pela fragilidade do sistema imunológico, infertilidade e há casos em que se chega a óbito.
Se você desconfia de estar sofrendo ou tem alguém próximo que possa estar sofrendo dessa síndrome, fique de olho nos sintomas: perda de peso em pouco tempo, interesse exagerado por alimentos, comer em segredo e mentir sobre comida, obsessão por alimentação e peso, exercícios físicos em excesso, se achar gorda mesmo estando muito magra, depressão, irritabilidade, ansiedade, progressivo isolamento da família e amigos, pele seca, amarelada, os cabelos finos e quebradiços, uma leve alopecia (queda de cabelos), amenorréia.
Apesar de ser difícil procurar ajuda ou levar a pessoa com esse problema a procurar ajuda, deve-se fazer um esforço máximo para isso o quanto antes. O tratamento deve ser multidisciplinar, incluindo médicos clínico (ou pediatra), nutricionista, psiquiatra e psicólogo. Se for um caso mais grave, poderá precisar de hospitalização.
Os médicos tentarão recuperar o peso da paciente e tratá-la com psicoterapia para que possa se recompor emocionalmente, aprendendo a lidar com sua doença. O tratamento é demorado e muitas meninas ganham o peso logo para se livrar do tratamento, por isso é fundamental que haja acompanhamento mesmo após o ganho do peso.
O apoio familiar é fundamental para a prevenção ou recuperação da paciente. Pais nunca devem valorizar de forma exagerada os aspectos físicos dos filhos. Essa questão da busca pelo corpo ‘ideal’ deve ser conversada com eles para que não se sintam pressionados a estar ‘perfeitos’ fisicamente, correndo o risco de desenvolverem transtorno alimentar.

Texto baseado nos textos dos sites:
Leia também no Expresso Feminino:

22 de abril de 2010

Solidão

por Flávia Pantoja Strafacci

“(...) A pior solidão da existência é aquela em que nós mesmos nos abandonamos (...)” (CURY, A ditadura da beleza: Fala do personagem Dr. Marco pólo, capítulo 2).

A solidão em que nos abandonamos é aquela em que podemos estar no meio de muita gente, mas nos sentimos sozinha assim mesmo. É algo de dentro pra fora e não o contrário.
Se você está sentindo isso provavelmente está perdida, sem saber o que quer, do que gosta e o que fazer para mudar o percurso de sua vida.
Muitas mulheres se entregam à rotina de tal forma a esquecer de si mesma. Algumas fazem isso por querer ser grande profissional, outras por priorizar a família.
Há mulheres que desejam tanto o reconhecimento profissional que o tempo passa e ela só investe nisso, fechando as portas para a sua vida afetiva, não deixando espaço para seus familiares, para um pretendente, para as coisas que gosta de fazer sem ser trabalho e não consegue se imaginar iniciando sua família (marido e filhos).
Essa mulher por mais que alcance seu destino principal de ser uma excelente profissional com reconhecimento, sente um enorme vazio e não sabe por que. Acaba indo atrás de mais conhecimentos, mais cursos, busca outras alternativas profissionais, pois não percebe que o que lhe falta são as outras coisas. Seu trabalho tornou-se uma espécie de vício e acaba demorando para que ela perceba que o vazio que possui é a parte da existência dela que foi deixada adormecida, sempre para depois.
É o perigo que se corre quando damos prioridade a uma só coisa na nossa vida. Pois há mulheres que fizeram exatamente o contrário: deixaram sua profissão de lado pela realização familiar.
Muitas casam, têm filhos e é aí que ocorre a tal escolha – muitas largam seu trabalho por preferirem cuidar de seus filhos de perto do que trabalharem para deixá-los com outras pessoas.
O perigo deste segundo exemplo existe quando a mulher esquece de si pelos outros, mesmo que estes sejam seus próprios filhos. Muitas se largam, deixam todos os planos de lado, não só a profissão, mas os cursos, viagens, milhares de realizações e planos que deixam de existir pela rotina deles.
Não há como haver felicidade total sem a busca por todos os conteúdos que formam a vida: profissional, familiar e pessoal. Quando se abre mão de um desses quesitos, a tendência natural é que a pessoa se sinta sozinha e infeliz – um vazio impreenchível.
Mesmo que não receba pelo seu trabalho, é necessário que ele exista, não importa que outros o chamem de hobby e que alguns não o reconheça como trabalho, o importante é você se satisfazer com ele.
Família é essencial na vida de um ser humano. Seja ela qual tipo for, com tios, pais, com agregados, com filhos adotados, filhos ‘legítimos’, com casamento convencional ou fora do padrão, amigos, não importa. Pessoas precisam de calor humano e ponto.
Mesmo que você possua tudo direitinho – carreira, família... se não satisfizer vontades pessoais, você não será completa. Falo de qualquer coisa: um curso, uma viagem, enfim, a realização de seus
sonhos.
Dessa forma, creio que a grande solução para não nos abandonarmos e, consequentemente, não nos sentirmos sozinhas é tentar ponderar esses três ponteiros de nossas vidas: profissão, família e pessoa. Mesmo que em alguns momentos de nossas vidas sejam extremamente necessário nos apegarmos a um só, não devemos abandonar os outros.

7 de abril de 2010

Cuidado com as dietas malucas

por Flávia Pantoja Strafacci


Que mulher já não se submeteu a uma dieta maluca? A busca insaciável pelo corpo magro ou com curvas perfeitas faz com que a mulher cometa verdadeiras loucuras! Em muitos casos, isso acaba não passando de um devaneio momentâneo e sobram apenas boas risadas sobre o assunto. Mas em outros essa ‘brincadeira’ pode ter consequências sérias.
As dietas malucas em muitos casos não fazem efeitos, só as deixa fraca e sem nutrientes suficientes ao corpo, que com poucos dias de interrupção dessa dieta, seu corpo volta a absorver normalmente os nutrientes e tudo volta ao normal.

Em outros casos, essas dietas até funcionam, mais dá início ao conhecido efeito ‘sanfona’. Na realidade, você está perdendo líquido e nutrientes, por isso acaba ficando mais leve. Mas não se engane! Ao largar a dieta você voltará ao seu peso de antes ou até aumentará, dependendo da sua ansiedade de satisfazer as vontades deixadas para trás quando estava se privando dos sabores.

E caso funcione e você consiga manter esse tipo de dieta, você poderá estar prejudicando e muito a sua saúde. Ninguém vive de brisa, nem de sopas ou somente líquidos. Seria uma sobrevida, a pessoa que não ingere o necessário para manter sua vitalidade acaba sem cor, sem ânimo e desnutrida, podendo desenvolver diversas doenças.

Outra preocupação importante é o hábito de fazer dietas loucas acabar virando um transtorno alimentar (bulimia, anorexia). Muitas mulheres e adolescentes acabam chegando ao transtorno depois de criar manias de fazer dietas.

A mulherada é ‘cabeça dura’ mesmo, pois tenho certeza que você já leu em alguma revista feminina que a melhor forma de manter o corpinho saudável e do jeito que você quer é o recondicionamento alimentar, além de atividades físicas.

O maior problema da gente é a preguiça e a gula! Toda vez em que pensamos em mudar nossas atitudes, deixamos para a próxima segunda-feira. Queremos uma fórmula mágica que nos deixe esbeltas, com curvas, bumbum durinho, de preferência sem deixar de comer chocolate e sem ter que malhar.
Só que por isso ficamos suscetíveis à fábrica de iludir mulheres – cada vez mais a indústria de cosméticos, plásticas e dietas nos convencem a cair em suas ‘armadilhas’. Alguns até possuem suas vantagens, mas não existe milagre!
Você tem que, em primeiro lugar, se convencer de seu estado e sua idade. Uma mulher de trinta anos não pode se comparar com uma de vinte. Uma mulher que teve filho jamais deve se comparar a uma que não teve. Não é saudável! É natural que a idade e filhos modifiquem nosso corpo.
Por isso, a cada ano que passa, aprendemos a dar valor a outras coisas na vida, a experiência nos torna mais sábias e nos fazem enxergar as coisas que realmente importam, em contrapeso, a beleza se modifica também. Percebeu que usei o termo ‘modificar’, jamais diminuir! Acho um absurdo uma senhora de 80 anos dizer que já foi muito bonita. Acho que todas as idades são bonitas, cada uma em seu devido acordo.
Deseja realmente estar saudável e consequentemente mais bonita? Conscientize-se! Procure um nutricionista ou busque artigos escritos por esses especialistas, aprenda a se alimentar de forma saudável, faça algum exercício, de preferência um que goste, pois assim fica mais difícil de largar, e não passe vontade: coma DE TUDO, UM POUCO. Melhor comer um pedacinho de nada de doce do que não comer e quando resolver comer ter que passar fome para gastar o que comeu desesperadamente.
Acho que o segredo da beleza é o mesmo da vida: aprender a se gostar, buscar o equilíbrio, respeitar seus limites, aprender a dar valor às coisas certas, procurar ter saúde e alegria. Então viva feliz e lembre-se: homem (com h maiúsculo) não gosta de roer osso! Pode perguntar!!!

26 de março de 2010

HPV - papilomavírus

por Flávia Pantoja Strafacci

Dizem que HPV é uma doença de nosso tempo: o da liberdade sexual. HPV (papiloma vírus) é uma DTS – doença sexualmente transmissível, uma família de vírus que pode ser adquirida com muita facilidade. Segundo estudos, de 50 a 80% das mulheres sexualmente ativas já adquiriram este vírus em algum momento de sua vida.
Essa família de vírus, segundo os dados do INCA – Instituto Nacional de Câncer, possui mais de 200 tipos diferentes, alguns não causam grandes problemas e podem ser eliminados pelo organismo sem que a pessoa nem chegue a saber que teve. Alguns causam verrugas, outros infectam a região genital, podendo ocasionar lesões que, se não tratadas, se transformam em câncer de colo do útero. Esse é o grande problema desse vírus quando não é tratado a tempo.
O HPV pode ser adquirido e ficar incubado na pessoa. Os estudos não são precisos neste caso, havendo informações de que ele possa ficar incubado por meses e outros afirmam que pode ficar até por anos; somente se manifestando quando a imunidade da pessoa diminui por doença, gravidez ou estresse.

Outro problema do HPV é que, geralmente, não apresenta sintomas. A pessoa só desconfia de algo se aparecer uma verruga nas suas genitálias. Só que se a infecção gerar uma lesão no colo do útero, por exemplo, e não for tratada, pode virar câncer. Sendo comprovado que 99% das mulheres que têm câncer do colo uterino foram antes infectadas por este vírus. No Brasil, cerca de 7.000 mulheres morrem anualmente por esse tipo de tumor.
Segundo informações do INCA, há fatores que aumentam o potencial de desenvolvimento do câncer de colo do útero em mulheres infectadas pelo papiloma vírus: número elevado de gestações, uso de contraceptivos orais (pílula anticoncepcional), tabagismo, pacientes tratadas com imunossupressores (transplantadas), infecção pelo HIV e outras doenças sexualmente transmitidas (como herpes e clamídia).
Os papiloma vírus (HPV) são transmitidos por contato direto com a área infectada. Sua transmissão é fácil, pois nem sempre o uso de camisinha pode ser suficiente para impedir o contágio, pois o vírus pode estar também nas regiões próximas à genitália que a camisinha não cobre. Se pode pegar usando camisinha, imagine sem!
Existem estudos que demonstram a presença dos vírus na pele, laringe e esôfago, apesar de serem mais raros. Portanto, mesmo ao se fazer sexo oral, deve-se usar proteção para diminuir riscos de contágio.
Apesar de ser considerada como um vírus de contágio sexual, há alguns estudos que mostram que pode haver contágio através de intimidade familiar. Emprestar peças íntimas, toalha, enfim, utilizar peças de roupas que tiveram contato íntimo com a pele infectada poderia passar para a outra pessoa. Material utilizado em consultório de ginecologista mal esterilizado pode contagiar também.
Para se prevenir, o uso de camisinha é imprescindível, pois diminui muito os riscos de contágio. Manter higiene, não emprestar peças íntimas, nem dividir toalhas, reduzir o número de parceiros sexuais ou ter um parceiro fixo. E o mais importante, após o uso de camisinha, é ir à ginecologista regularmente, fazer o exame preventivo todo ano, no mínimo. Ao começar a namorar alguém que você já tenha intimidade, diga que está indo ao médico fazer o preventivo e que vai aproveitar para pedir testes de DTS, peça para que ele faça o mesmo, em relação a isso não se pode ter vergonha. Se você possui intimidade com alguém a ponto de namorar e ter relação sexual, deveria ter intimidade para pedir exames também.
Outra coisa muito importante ser dita: homens também podem ter problemas de saúde por causa do HPV. E eles são portadores da doença, na maioria das vezes, sem saber; pois homem além de não ter o costume de ir ao médico com frequência, mesmo que vá não há a mesma visão de fazer preventivo como há em mulheres. Se você vai à ginecologista, ela te pede para fazer o preventivo, o homem só vai quando tem algum problema ou para fazer exames específicos, os médicos, até que eu saiba, não indicam que eles façam exame para saber se tem HPV. Seria um avanço se os homens fizessem esse exame regularmente (urológico), assim como as mulheres, para evitar contagiar suas parceiras. Mesmo que o homem não apresente verruga (s), há um exame em que o médico pode detectar se há infecção do vírus

O diagnóstico das verrugas genitais encontradas no ânus, no pênis, na vulva ou em qualquer área da pele pode ser feito pelos exames urológico (pênis), ginecológico (vulva) e dermatológico (pele). Genitoscopia: coloscopia, vaginoscopia, vulvoscopia, peniscopia, uretroscopia, anuscopia. Ainda existe exame de biópsia dirigida e histologia. Já o diagnóstico subclínico das lesões precursoras do câncer do colo do útero, produzidas pelos papiloma vírus, é feito através do exame citopatológico (exame preventivo de Papanicolaou). O diagnóstico é confirmado através de exames laboratoriais de diagnóstico molecular, como o teste de captura híbrida, PCR, hibridação.
Não há desculpas para não fazer exames! Mesmo que não tenha condições de fazer particular e caso não possua convênio, segundo o INCA, há postos de coleta de exames preventivos ginecológicos do Sistema Único de Saúde (SUS) que estão disponíveis em todos os estados do país e os exames são gratuitos. Procure a Secretaria de Saúde de seu município para obter informações.
Use a liberdade sexual a seu favor: seja livre e feliz, mas tenha consciência! Liberdade não é promiscuidade* e muito menos falta de higiene e cuidados com a saúde. Em um caso como este, de fácil contágio, há que se ter mais cuidados do que o normal, não deixe de usar preservativo (leia-se: camisinha!), se tiver namorando, (além de usar camisinha) peça que seu namorado faça exames assim como você e jamais deixe de ir à ginecologista todo ano (no mínimo!).
Se quiser saber mais sobre esse assunto, acesse os sites abaixo. Saiba mais também sobre as vacinas contra HPV também.


*No sentido literal da palavra (como no aurélio): misturado sem ordem; confuso; indistinto.